Pediram-me que falasse do Alpha, mas a verdade é que já fiz várias tentativas e não é fácil… Até porque falar do Alpha é falar de sentimentos. Mas comecemos pelo princípio.
Foi a curiosidade que me levou a ir ao Alpha (tanta vez ouvi falar que não resisti J).
Estava apreensiva visto que não sabia muito bem o que me esperava, e quando vi tanta gente devo confessar que ainda fiquei mais. A verdade porém, é que durou pouco tempo esta apreensão.
O grupo onde fiquei tinha realmente pessoas maravilhosas, pessoas com dores e mágoas, umas processadas, outras por processar, pessoas com uma fé incrível, com uma força que surpreende. Foram muitas as vezes em que rimos, algumas em que chorámos, e aos poucos, confesso que a quinta-feira se tornou na minha noite favorita. Voltei a encontrar-me, a sentir-me gente, voltei a sorrir e a brincar, e sobretudo voltei a rezar, a ouvir Deus, a vê-lo no rosto dos que sem pudor simplesmente eram! E deixem que vos fale num momento em particular, que logo no segundo dia do Alpha me tocou tão profundamente que chorei, até me sentir vazia mas livre. Foste o segundo a usar da palavra no momento de oração, e falaste de uma forma tão sentida, de uma forma tão honesta e confiante, nessa energia intensa que é Deus, que me senti minúscula mas parte integrante de um momento mágico e de comunhão. É desses momentos em que nos apetece simplesmente parar o tempo, para que dure para sempre… Obrigado a ti que rezaste com o coração e com alma. Obrigada por cada lágrima que chorei e que me lavou!
Porém, se este momento foi forte, o fim-de-semana em Fátima não foi menos. Confesso que a vontade era mesmo construir umas tendas e ficar lá. Ficar naquele sítio onde as pessoas se unem com o mesmo objectivo, onde me sentia segura, onde a emoção brotava e os olhos brilhavam e falavam sem palavras.
Falar no Alpha é falar de oração, não da tradicional onde se recitam frases sem pensar, mas da oração que brota, simples. Falar no Alpha é falar de canção, e já lá diz o povo “ Quem bem canta, diz alguém, que duas vezes é rezar, eu que penso igual também, passo a vida a cantar”. Falar do Alpha é falar de partilha. Falar do Alpha é falar de comunhão. Falar do Alpha é falar de amigos.
Obrigada. Obrigada aos amigos especiais que encontrei no Alpha. Aos que me fizeram rir, chorar, cantar, rezar, emocionar, ser eu simplesmente. Aos que partilharam cada momento, e que me deixaram entrar nas suas vidas…
Fazer parte do grupo Alpha foi realmente fazer parte do amor de Deus.
Termino com uma frase que li e que quero partilhar “Viver sem ser amado é como cortar as asas de um pássaro e retirar-lhe a capacidade de voar”. Eu encontrei as minhas asas e voltei a voar. Grupo 1, estão no meu coração para sempre. Grupo Alpha, obrigado!
Teresa Branco
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