Construção iniciada em 1675 por ordem do 1.º Marquês de Marialva, D. António Luís de Meneses, em cumprimento de um voto feito durante a Batalha de Montes Claros, pertenceu à Província de Santo António e tomou a invocação de Nossa Senhora da Conceição.
Actualmente resta apenas a igreja com a respectiva torre e sacristia, tendo outros elementos do convento inicial sido demolidos em 1866.
A fachada exterior do edifício é bastante sóbria, com um arco abatido seguido de um pequeno átrio a que corresponde, no interior, o coro-alto. Os cunhais da frontaria apresentam cantaria de tipo rusticado, erguendo-se à esquerda a torre sineira, de construção mais recente.
No nicho da fachada do edifício está inscrita a data de 1733, que indicará, provavelmente, o ano em que foi concluído.
O interior é formado por capela-mor e nave com quatro altares, sendo dois colaterais: um dedicado a Nossa Senhora das Dores, do lado do Evangelho, outro, de invocação a Santo António, do lado da Epístola, junto ao qual está ainda o altar do Senhor da Cana Verde. A capela–mor tem um retábulo policromado com trono e as paredes revestidas de painéis de azulejos historiados representando alguns passos da Vida de Nossa Senhora. À entrada da igreja encontra-se a sepultura jacente do 1º Marquês de Marialva, onde pode ler-se:
“AQVI ESTA SEPVL/TADO O CORPO DO MAR/QVEZ DE MARIALVA.D. / ANTÓNIO LVIZ DE MENE/ZES QVE FALLECEO EM 19 /DE MAIO DE 1675 PE/DE A PIEDADE CHRISTAN / HVM PADRE NOSSO I / HVMA AVE MARIA PE/LA SVA ALMA”.
Na parede do lado poente está a lápide tumular de D. João Crisóstomo de Amorim Pessoa, Arcebispo Primaz de Braga entre 1876 e 1883.
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